segunda-feira, 25 de março de 2013

Inauguração da marcação do Caminho de Santiago


A convite da Câmara Municipal do Crato um elemento do Secretariado Diocesano da Mobilidade Humana, participou, no dia 23 de março, numa conferencia, no Mosteiro de Stª Maria de Flor da Rosa, inserida na inauguração do traçado do Caminho de Santiago e nas celebrações da Semana Santa, no Crato, subordinada ao tema:
“A importância do Turismo Religioso e Cultural no Desenvolvimento Local”,
que a seguir se transcreve:
Começo por felicitar e considerar a relevância desta conferencia e da marcação do Caminho de Santiago, na vila do Crato, uma vez que só existia a partir de Nisa.
Agradeço o convite que foi endereçado ao nosso Secretariado para participarmos nesta conferencia.
Faço parte de um dos Secretariados da nossa Diocese, o Secretariado Diocesano da Mobilidade Humana: Migrações, Turismo e Minorias étnicas de que é Director o sr. Padre Fernando Farinha e encontro-me aqui em representação do referido Secretariado.
Falando da importancia do Turismo religioso e cultural quero referenciar que existe uma diferença entre um e outro. O Turismo Religioso tem como motivação fundamental a fé. Está ligado aos acontecimentos religiosos das localidades tornando-as lugares turísticos.
É claro que o Caminho de Santiago como caminho de turismo religioso faz parte do desenvolvimento de qualquer local ou região. “Os peregrinos precisam de repousar, de fazer as suas refeições e até de fazer compras”.
Além disso, à medida que se vai caminhando vão-se fotografando locais e paisagens que depois vão valorizar esses percursos.
Através dos séculos o Homem religioso, nas velhas rotas do Caminho de Santiago, foi construindo pequenas ermidas, capelas e catedrais.
Durante a idade média foi este Caminho o mais antigo, o mais concorrido e o mais celebrado.
Foi pelo Caminho de Santiago que circularam rainhas e príncipes, pintores e artistas, trovadores e jograis que encheram e enriqueceram esta geografia literária medieval.
Toda a paisagem física, monumental e humana rimou pelo eco dos peregrinos.
Hoje, são cada vez mais as pessoas, não só do nosso país mas de todas as partes do mundo que se interessam por fazer o Caminho de Santiago, dando a conhecer os locais, a gastronomia, os hábitos e costumes dum povo.
Foi pelo Caminho português que um grupo de Amigos do Caminho de Santiago da Beira Baixa, Norte Alentejano e Ribatejano, peregrinou até Santiago de Compostela, em setembro último e eu fui uma delas.
Subindo montes agrestes, atravessando pontes e vales, admirando paisagens, quer pelo caminho francês, quer pelo caminho português, quer pela via da Prata, ou por outro, construiu-se uma nova Europa e uma nova sociedade.
Deu-se um espírito ecuménico a uma humanidade que só tinha como ponto de apoio uma vieira, uma sacola, um cajado e uma grande fé em alcançar um dia, a morada eterna.
O Caminho de Santiago significou na história do Ocidente uma das mais importantes vias de peregrinação e intercambio de culturas.
Durante o ano milhares de pessoas se cruzam no Caminho, fazendo-o a pé, de bicicleta ou a cavalo, como peregrinos.
Se por vezes os itinerários coincidem com os anteriores caminhos, outras vezes é necessário sair da via rápida ou da estrada nacional para percorrer o verdadeiro caminho ou para visitar uma igreja românica ou uma igreja que tenha como patrono S. Tiago.
É um facto que nem todos vão com a mesma intenção pois enquanto uns levam consigo a mesma fé, outros o fazem por mera curiosidade de conhecerem e se enriquecerem culturalmente, visitando vilas e cidades que outrora foram pequenos povoados e que se foram desenvolvendo localmente dando a conhecer os seus hábitos, os seus costumes, a sua gastronomia e as suas paisagens. Impulsionadas pelo Turismo Religioso e Cultural as populações vivem desta actividade e do Comércio.
É cada vez mais frequente falar do desenvolvimento local ligado ao Turismo religioso e cultural. Estamos perante uma actividade económica muito importante pois intervem nela benefícios sociais, religiosos, económicos, ambientais e culturais.
O respeito pelo ambiente e a cultura local são condições indispensáveis para fazer do turismo religioso e cultural uma actividade sustentável.
Cada vez mais também se constata por um lado, a necessidade de informação sobre como articular o sector do Turismo com a economia local, por outro lado conhecer experiencias que são implementadas nos diversos locais para encontrar elementos comuns ou diferentes que possam contribuir para o Desenvolvimento Local.
Finalmente, achamos que o traçado agora apresentado do Caminho de Santiago nesta região é de grande importância para que se possa dar a conhecer aos peregrinos e turistas esta parcela do nosso país tão empobrecida economicamente.
Não só o traçado é importante mas cremos que é necessário também fazer o inventário do património religioso, como um potencial turístico e cultural para o Desenvolvimento Local.
 Júlia Adega

 

quinta-feira, 21 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA



 PÁSCOA 2013

Não importa o dia, o mês ou o ano em que nos encontremos, importa sim, que nos nossos corações a PÁSCOA se faça sempre presente;
- Que possamos renovar sempre o nosso amor com aqueles que necessitam de uma palavra de conforto nas horas tristes;
- Que possamos ser farol de luz a iluminar as trevas dos que sofrem;
- Que possamos caminhar com os nossos irmãos ao encontro de
 JESUS RESSUSCITADO.                    
(Autor desconhecido)

A todos os amigos do caminho de Santiago da Beira Baixa do Norte Alentejano e Ribatejano desejamos uma Santa e Feliz Páscoa.

Pelo grupo de Amigos,

Júlia Adega